Começou a vigora na segunda-feira, 20 de outubro de 2008, o novo sistema de gerenciamento de internações hospitalares do Ipasgo, que integra um programa de otimização de procedimentos, já em andamento no Instituto. A principal medida do novo sistema é a racionalização nos quantitativos médios de internações clínicas e cirúrgicas eletivas, de acordo com as particularidades de cada hospital. A meta é a redução de 30% no número de internações na rede hospitalar, o que pode representar uma economia de R$ 9 milhões mensais com esses procedimentos.
A média mensal de internações registrada pelo Ipasgo nos 300 hospitais credenciados no Estado é de 12 mil a 14 mil, sendo que o número ideal é de 6 mil a 7 mil internações. Os procedimentos de urgência e emergência serão mantidos integralmente. A medida conta com o apoio das entidades representativas dos estabelecimentos hospitalares e do Conselho Deliberativo do Ipasgo, que tem representação dos usuários e dos prestadores de serviço.
Vão ser estabelecidas cotas mensais para os hospitais, que terão que gerenciar e agendar com seu corpo clínico os procedimentos eletivos para o atendimento dos usuários. Será incentivado também, nas situações de baixa/média complexidade, o atendimento em box ambulatorial (internação de até 12 horas para observação) como substituto da internação clinica, complementado pelo tratamento domiciliar.
A administração do Ipasgo Saúde, em função da comprovação de que o Instituto vem apresentando tendência ao desequilíbrio financeiro de maneira persistente e evolutiva, determinou estudos para identificação e diagnóstico das causas determinantes do déficit mensal crescente, registrado nos últimos 06 (seis) meses, o que resultou na implantação de algumas medidas para reverter esse panorama.
Várias ações já se encontram em execução, dentre as quais a revisão da tabela atuarial de agregados, revisão cadastral, bloqueio de inadimplentes, execução de débitos vencidos, medidas administrativas de redução de despesas com água, luz e telefone, recuperação de receitas contingenciadas junto aos cofres públicos, dentre outras.
No que se refere à assistência à saúde, os estudos demonstraram excesso na utilização de serviços assistenciais, quando comparado aos dados de outros planos e inclusive a dados de instituições internacionais. Ocorrem utilizações em níveis excessivamente elevados nas internações hospitalares, exames de tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultra-sonografia e mesmo em exames laboratoriais.
Dado a importância da participação orçamentária da despesa com assistência a saúde, cerca de 85% do total das despesas do Ipasgo, as medidas mais efetivas estão concentradas nesta área. A racionalidade e otimização dos recursos constitui a principal ferramenta na recuperação financeira do Ipasgo e, por conseqüência, a condição para manutenção dos seus serviços assistenciais.
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