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Publicado em 10 Julho 2008
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Campanha Nacional de Vacinação contra Rubéola

No período de 9 de agosto a 12 de setembro será realizada a Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) no Brasil, uma iniciativa do Ministério da Saúde com o apoio da Secretaria da Saúde do Estado de Goiás (SES-GO).

A Campanha terá como alvo a população de 70 milhões de homens e mulheres, tendo como objetivo final esgotar a totalidade de suscetíveis, de forma a interromper a circulação do vírus da rubéola no país. A administração da vacina será indiscriminada, ou seja, homens e mulheres serão vacinados, independente de ter tomado a vacina anteriormente ou de ter tido a doença. Em Goiás, serão vacinados 2.053.000 pessoas de 20 a 39 anos. Atingindo-se a cobertura de 100% de vacinados na faixa etária descrita, pode-se alcançar a meta de eliminação da rubéola e SRC estabelecida para a Região das Américas para o ano de 2010.
A rubéola é uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade e poder de disseminação. Clinicamente é caracterizada pela presença de pontinho vermelho, iniciando-se na face, couro cabeludo e pescoço, alastrando-se posteriormente para o tronco e membros. A importância da rubéola em saúde pública está relacionada ao risco da infecção em gestantes em face de conseqüências como abortos, natimortos e/ou transmitida ao feto e causar a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). Evitar a SRC é o principal objetivo das ações de vacinação e vigilância epidemiológica da rubéola.
Dentre as anomalias presentes na SRC podemos citar: deficiência auditiva (surdez), deficiências oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), malformações cardíacas (persistência do canal arterial, estenose da válvula pulmonar), alterações neurológicas (microcefalia, meningoencefalite, atraso de desenvolvimento neuropsicomotor). Um estudo prospectivo realizado na Índia, baseado em dados hospitalares, relatou que 26% de 95 recém-nascidos com catarata tinham resultado positivo (IgM) para a rubéola.

Antes da introdução da vacina contra a rubéola nos programas de imunização ocorriam surtos da doença de 3 a 6 anos. Com a implantação da vacinação na infância a circulação do vírus foi reduzida. No Brasil, a redução na incidência da rubéola em mulheres foi resultado das ações de vacinação realizadas a partir de 2001, usando a vacina dupla viral (DV). Infelizmente tais medidas não conseguiram interromper a circulação do vírus da doença, tendo-se, em conseqüência, registro de surto em 2006 que se estendeu pelo ano de 2007. Foram mais de 8.500 casos, sendo que, destes, 161 foram em mulheres grávidas, resultando em 17 casos de SRC.
A partir da análise da situação epidemiológica e da realização de estudo para estimar a população ainda não vacinada, suscetível à doença no país, ficou evidenciada a necessidade de uma Campanha de Vacinação em homens e mulheres, que será realizada de 9 de agosto (sábado) a 12 de setembro deste ano, sendo que o dia central será no sábado 30 de agosto, para permitir que a população-alvo (idade economicamente ativa) tenha mais uma oportunidade de se vacinar.
Fonte: Governo de Goiás
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