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Publicado em 30 Outubro 2008
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Brasileiros precisam criar consciência política sobre o SUS, diz Ministro da Saúde José Gomes Temporão

Durante o seminário, que vai até a próxima sexta, serão debatidos temas como universalização do atendimento em saúde, descentralização, aspectos jurídicos, desafios do sistema e projetos que deram certo no SUS.

“Uma coisa eu tenho certeza, nestas últimas eleições municipais a Saúde foi o principal tema debatido, é uma pauta que sempre está em alta. Em alguns lugares ajudou a eleger políticos, e em outros derrota-los”, afirmou Temporão. “O SUS vai atravessar gerações, estamos ainda apenas no início de muitos desafios”, finalizou afirmando que o SUS foi idealizado a partir dos sistemas públicos de saúde do Canadá e Inglaterra.

Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou que vai por em prática, ainda este ano, as diretrizes do Decreto nº 5.895, de agosto de 2006, que aperfeiçoa a concessão do Certificado de Filantropia a hospitais privados. Uma das novidades do decreto é a criação de um vínculo do SUS com as instituições e um convênio com o Ministério da Saúde para a prestação de serviços de apoio como, por exemplo, estudos de avaliação e incorporação de tecnologias; capacitação de recursos humanos; pesquisas de interesse público e desenvolvimento de técnicas e operação de gestão em serviços de saúde (saiba mais).

Na entrada do evento, Temporão disse a jornalistas que a maioria das entidades privadas “acumularam uma grande capacidade técnica em pesquisa, desenvolvimento e educação continuada e agora vamos trazer esse conhecimento para apoiar o Sistema Único de Saúde”. A medida, segundo ele, vai trazer mais transparência na prestação de contas das entidades filantrópicas.

20 anos do SUS

O ex-ministro da Saúde Adib Jatene afirmou também na mesa de abertura que o SUS é uma “revolução institucional”. “O SUS pode ser considerado um modelo num País que carece de grandes feitos para atender a população mais pobre”, afirmou. Para ele, o principal desafio atual do sistema é a regulamentação da emenda constitucional 29 que determina os recursos mínimos que devem ser repassados para a área de Saúde em todo o País.

Já Luiz Roberto Barradas Barata lembrou que o trabalho em saúde realizado por gestores públicos e com apoio da sociedade eliminaram flagelos de São Paulo como o sarampo e garantiu acesso a serviços de prevenção de doenças a 80% da população.

Diego Victoria Mejía, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, parabenizou os 20 anos de SUS e relembrou que o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) chama a atenção principalmente para a atenção primária na saúde, área que nunca deve ser esquecida. Depois, parabenizou o País por ter vacinado 71 milhões de pessoas contra a rubéola neste ano.

Marcaram presença ainda o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) Osmar Gapsarini Terra e um representante do Cosens (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde).

Ao fim do evento houve o lançamento do livro dos 20 anos do SUS em São Paulo com tiragem de 3 mil exemplares que serão distribuídos em universidades e secretarias de Saúde no País.

O seminário acontece até a próxima sexta no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, na Rua Coronel Nicolau dos Santos, 69, na Bela Vista, região central de São Paulo.


Rodrigo Vasconcellos
Fonte: Agência Aids
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